QUANDO A EXPERIÊNCIA MUDA DE LADO


A palavra experiência vem do latim experientia e é formada por três partes: "ex" (fora), "peri" (perímetro, limite) e "entia" (ação de conhecer, aprender). Literalmente pode ser traduzida como o ato de se aprender ou conhecer além das fronteiras, dos limites.  No decorrer deste artigo registro algumas citações de ilustres personagens da história mundial, no intuito de vislumbrar pontos de vista e elucidar as tratativas aqui abordadas em relação ao assunto.   A experiência é algo que adquirimos com o tempo, na medida em que vamos fazendo experimentos e obtendo resultados, sejam eles positivos ou negativos. Há uma corrente que acredita que a experiência é obtida nas dificuldades e na falta de êxito, a exemplo do escritor irlandês Oscar Wilde: “A experiência é o nome que damos aos nossos erros”.

A palavra experiência vem do latim experientia e é formada por três partes: "ex" (fora), "peri" (perímetro, limite) e "entia" (ação de conhecer, aprender). Literalmente pode ser traduzida como o ato de se aprender ou conhecer além das fronteiras, dos limites.


No decorrer deste artigo registro algumas citações de ilustres personagens da história mundial, no intuito de vislumbrar pontos de vista e elucidar as tratativas aqui abordadas em relação ao assunto.


A experiência é algo que adquirimos com o tempo, na medida em que vamos fazendo experimentos e obtendo resultados, sejam eles positivos ou negativos. Há uma corrente que acredita que a experiência é obtida nas dificuldades e na falta de êxito, a exemplo do escritor irlandês Oscar Wilde: “A experiência é o nome que damos aos nossos erros”.


O físico alemão Albert Einstein é outro que deixou sua contribuição e ponto de vista quanto à importância e significado da experiência para o homem: “Toda decisão acertada é proveniente da experiência. E toda experiência é proveniente de uma decisão não acertada”.


De qualquer maneira, com base nos sucessos ou nos fracassos, ficarão em nossas mentes os experimentos, ensaios e tentativas, cujos percursos e resultados servirão de base para os próximos, aumentando nossos conhecimentos e acumulando em nós experiências.


Considerando que a experiência se adquire com o tempo, a cada experimento que se faz, podemos concluir que, assim como o bom vinho, a experiência está atrelada à senioridade, como na linha de raciocínio do engenheiro, empresário e fundador da Ford Motor Company Henry Ford: “Elimine a experiência e o bom senso dos homens de mais de 50 anos e não sobrará bastante experiência e bom senso para governar o mundo”.


Reportando-nos ao ambiente profissional, em especial na área da administração de empresas, essa citação do Ford fica ainda mais evidente quando envolve serviços de governança corporativa de longo prazo e também os de consultoria.


Em se tratando de consultoria, em suas diversas especialidades, muitos defendem que a experiência é fator imprescindível para sua formação, ou seja, um consultor para iniciar sua carreira deve ter acumulado muitos conhecimentos, muita prática e trazer muitos experimentos em sua bagagem para poder agregar valor aos seus clientes.


Quem defende esse ponto de vista é o empresário industrial japonês Konosuke Matsushita, fundador da Panasonic, que disse: “Para se tornar uma pessoa experiente em qualquer profissão, é preciso somar conhecimentos adquiridos na teoria com a prática”.


A experiência então anda sempre ao lado da senioridade? Pode ser que sim, pelo menos quando se exige aspectos de maior abrangência, em contextos amplos, onde as decisões precisam ser tomadas considerando a necessidade de um rastreamento maior, onde o juvenil poderá não ter alcance, justamente pelo fato de não ter vivido, conhecido e experimentado esse contorno de particularidades e experimentos.


Baseando-se em Oscar Wilde e Albert Einstein, a experiência se faz presente na senioridade talvez pelo fato do juvenil não ter tido tempo de errar o suficiente para ter caminhos para se desviar.


Por outro ângulo, observando os avanços tecnológicos e suas interferências na sociedade, principalmente no que se refere à Tecnologia da Informação, a experiência parece insistir em mudar de lado. No que diz respeito a aspectos pontuais e específicos, a senioridade tem cedido lugar ao juvenil, a exemplo da criação e utilização de equipamentos e aplicativos de última geração.


Com inúmeras novas descobertas, desenvolvimentos e melhorias contínuas o jovem se ajusta melhor à tecnologia e se sobrepõe, momento em que a sabedoria da senioridade se rende à técnica do juvenil. É quando o júnior ensina ao sênior, quando a experiência muda de lado, embora mais cedo ou mais tarde os impulsos tecnológicos da evolução acabem orientados e direcionados pela experiência da senioridade.

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